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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

HISTORIA DA POMBA GIRA ROSA VERMELHA

Um casal de agricultores, pele clara, cabelos claros, eles tinham 4 filhos , a mais nova tinha 9 anos e diferentemente dos outros tinha pele morena e olhos negros,e sempre foi rejeitada por ser diferente,porem sua mãe dizia ?vc puxou sua avó,mãe de seu pai?passa os dias á brincar na cozinha enquanto sua mãe faz as tarefas da casa ,pois até seus irmãos á rejeitava e não queriam estar com ela.

Naquela época as famílias com mais poder aquisitivo tinham pequenos cemitérios em suas propriedades,e naquela casa não era diferente e lá era o único lugar q ela se sentia em paz sempre próximo á uma catacumba em especial,ali ela passava horas falando,conversando tudo oq não podia fazer em casa ali ela fazia,porém quando voltava para casa apanhava,porque tinha os afazeres da casa e ajudar á cuidar de um pequeno rebanho de vacas leiteiras ,o pai a maltratava muito.um dia obedecendo uma voz q vinha daquela linda catacumba,(que além de antiga parecia sempre estar sendo cuidada) dizendo:faça aqui um jardim!

E ela disse á mãe que queria fazer um jardim naquele lugar a mãe estranhou, mas como ela sempre nada podia fazer em casa resolveu ajuda-la.

Em casa ela era sempre calada mas cemitério ela soltava o verbo ,os anos foram se passando e cada permanecia ali mais tempo ,certo dia aos 19 anos ficou tanto tempo,fora de casa ,quando chegou em casa seu pai lhe deu uma surra pois 2 de suas melhores vacas haviam morrido (ela as esqueceu no pasto em baixo de sol escaldante durante todo dia)e ele á bateu como nunca havia apanhado,machucada ela fugiu,sua mãe preocupada a procurava e não achava depois de 7 dias lembrou então do único lugar q a filha gostava de ficar o marido foi atrás,e conforme se aproximava dos fundos da propriedade sentia um forte perfume de rosas q ia ficando cada vez mais forte,chegando naquele velho cemitério viram a filha deitada em cima daquela catacumba e uma mulher de costas,ela parecia estar dormindo mas estava morta e em sua volta o jardim estava repleto de rosas vermelhas ao se aproximarem seu pai se ajoelhou enlouquecido dizendo ter destruído a vida da filha e reconhecendo que aquela mulher q estava do lado era a avó dela,a dona daquela catacumba, e que realmente eram idênticas só ele não via ou não queria ver.

POMBA GIRA ROSA VERMELHA

A tarde caia lentamente. Assustada, Rubia apertou o passo quando percebeu, que um homem a seguia. Era Felinto, o bêbado da cidade. Tentou entrar por ruelas estreitas para despistar seu perseguidor. No entanto, ele continuava caminhando, a poucos passos dela. Rubia lançava olhares para todas as direções tentando encontrar alguém que a pudesse ajudar, mas era vão. A cidade estava deserta. Nem os moleques que costumavam correr por ali todas as tardes se faziam presentes nesse dia.
Já tinha ouvido falar das grandes bebedeiras daquele homem, porém nunca soube que ele houvesse feito mal a alguém. Mesmo assim, a respiração pesada, que ouvia, vinda dele, a cada passo que dava, deixava-a apavorada e insegura quanto ao motivo daquela perseguição.
Nunca saia sozinha. Aos dezessete anos, era uma moça de rara beleza e seus irmãos mais velhos nunca permitiam que fosse às ruas sem ter, ao menos um deles, como acompanhante. Nessa tarde escapara da vigilância cerrada e fora ao campo respirar um pouco de ar puro. Ao retornar, satisfeita por ter fugido um pouco da rotina, percebera os passos de Felinto e seu coração gelou. Havia algo de muito errado naquela atitude. Agora já estava correndo. Ele corria também. As mãos fortes do homem agarraram-na e uma delas imediatamente cobriu-lhe a boca.
A mão livre corria pelo seu corpo. Ela já não tinha dúvida quanto ao interesse que despertara. Freneticamente tenta se livrar, mas ele é muito forte. Uma dor aguda anuncia que chegara ao fim. Aquele infeliz tomara sua virgindade à força. Com os olhos nublados pelo ódio vê o homem levantar-se com um sorriso cínico dirigido a ela. Num relance, percebe, perto de si, uma grande pedra pontiaguda. Com rapidez se ergue já com a pedra na mão. Felinto está de costas, absorvido na tarefa de fechar a calça. Sem titubear, ela atinge sua cabeça com um golpe certeiro. Surpreso, o homem se vira. O sangue corre pelo seu rosto. Tomado de ódio e dor, agarra Rubia novamente e aperta-lhe o pescoço com extrema violência. Caem ambos por terra. A moça ainda vê a morte passar pelos olhos do homem, antes de também exalar o último suspiro.
O caminhar do espírito de Rubia, por vales sombrios, foi longo e doloroso. De outras encarnações trazia pesada carga. O assassinato de Felinto só fez aumentar, seu período de sofrimento em busca de conhecimento e luz. Hoje, em nossos terreiros, se chama Rosa Vermelha. A pomba-gira dos grandes amores. Discreta e bela, sua incorporação encanta a todos que a conhecem.
Sarava a pomba-gira Rosa Vermelha!